8.3.10

Mulher, mulherão, mulherzinha...menina.

Hoje é o Dia Internacional da Mulher. Acordei com a visita mensal que nos torna tão peculiares: a menstruação. "Curioso", pensei. O que seria algo rotineiro que acontece desde que a gente se entende por adolescente, de fato, me fez sentir mais feminina, sei lá, uma vontade de me sentir mais mulher.
E a história toda não tá nessa coisa de sangue, reprodução e blablabla...acho que no fundo senti que precisava dar um passo a mais na vida, que estabelecesse mais o que penso sobre ser mulher. Ainda que esse sentimento tenha que ser interno e não depender das circunstâncias da vida, essa não é uma coisa fácil.
Será que os homens sempre se olham no espelho e pensam "sou homem, cresci" - não falo aqui de centímetros - ou pensam "como ainda sou um menino"?
Eu, à beira dos trinta, me olho e vejo uma mulher em uns aspectos (poucos) e uma menina em outros. Por vezes é divertido se sentir jovem, mesmo com o tempo voando. Noutras, penso que estou adiando compromissos, responsabilidades, crescimento.
Mas o mais engraçado disso tudo é passar horas pensando em tanta doidera assim... investir tanto tempo em perguntas que talvez não tenham respostas agora, nem daqui há pouco, nem nunca.
Porque a gente tem um monte de qualidade, mas viajar na maionese não é uma delas!

5.3.10

Paralyzed

Tem horas que é difícil saber que caminho escolher. São tantas oportunidades, as quais sou muito grata, mas também há tanto medo. Do tempo, da idade, do dinheiro, do amor ou da falta dele...são tantas variantes que paralisam a gente.
E acho que é como estou agora: meio paralisada.

3.2.10

Eu não sei pra quê criei um blog.
Não tenho o perfil de jornalista, não quero ficar aqui comentando sobre tudo o que acontece no mundo, emitindo opiniões. O que me toca mesmo é a vida, minha vida, onde aparentemente nada acontece. E se nada acontece o que tenho aqui pra falar?

26.1.10

Vortei!

...a pedidos! hehehehe
É blog, twitter, facebook, orkut...difícil dar conta de tudo. É a ânsia de estar no mundo, de ser no mundo que me faz dar um passo maior que a perna...e a realidade prova que a preguiça humana ainda supera esse desejo enoooorme de ser além mais que an ordinary person.
mas quando começo a escrever vejo que gosto, que me faz bem, então vou me lembrar dessa sensação toda vez que abrir o blog, antes de desistir de uma nova postagem.

See u soon!

2.11.09

Morro de medo

Gato escaldado tem medo de água fria.
Nunca essa frase me pareceu tão verdadeira quanto hoje. E me ponho a questionar ainda quantos banhos de água fria me darei até que aconteça um banho morno e gostoso de verdade.
Porque não bastam os banhos frios que outrora ganhei, ainda tenho que insistir em me molhar de vez em quando pra colocar os pés terrivelmente na realidade, na realidade crua e infeliz para a qual acho que fui predestinada.
Isso é forte, dramático e talvez um clichê. Mas de verdade estou triste por me dar conta mais uma vez do quanto jogo água fria na minha vida, só pra evitar que alguém o faça.
É aquela velha história "é melhor pensar no pior, pois se ele acontecer já vou estar preparada".
Dois altos! Não quero mais brincar de pessimismo não.
Quando foi que eu desaprendi a acreditar?
Quem começou a brincar assim comigo?
Estou cansada de me defender de quem ainda não me atacou, pelo simples fato de estar a postos afim de evitar qualquer sofrimento futuro.
Mas eu já estou sofrendo.
E as armaduras só estão me afastando ainda mais dos outros. Me tornam agressiva, dura, língua afiada, texto pronto e uma grande revelação parece escrita em minha testa: "morro de medo de deixar você se aproximar e me machucar como já aconteceu"; "morro de medo de você achar que sou uma boba, desinteressante e feia"; "morro de medo de me entregar e não ser amada de verdade".
Morro de medo.

23.10.09

Parece que agora as coisas estão voltando a fazer um pouco mais de sentido.
As plantas parecem estar mais vivas, o céu um pouco menos nublado, minha cabeça bem menos confusa.
Não há assombrações do passado atormentando meus pensamentos, nem grandes histórias perfeitas iludindo o meu futuro.
Não há muitos pensamentos agora. Só os momentos, vividos um de cada vez.
Sem atropelos, mas ainda com um tanto de ansiedade. Inconsciente, é verdade. Mas cada músculo tenso do meu corpo revela que ainda há um caminho a percorrer.
E no meio dessa história toda as coisas que fazem sentido me fazem pensar que há uma saída, que alguma chave ainda vai abrir as portas do quartinho sereno que eu tenho aqui dentro.

2.10.09

Sabe quando parece que o mundo para , como a tela de um filme congelado? E você não consegue saber se foi o relógio do mundo que quebrou ou se o mestre do tempo deixou de te incluir na programação? Nada acontece, o vento não sopra, o coração não bate, a música não toca, só uma coisa acontece: um pensamento martelando no fundo da consciência sobre como essa paralisia dura uma eternidade.

E esse momento cresce, o peito fica abafado, sensação de falta de ar. Um desânimo por vezes bate à porta. Não abro e ele recua. A tristeza também vem e finjo que não vejo. E é como se uma câmera girasse 360 graus em volta de mim captando cada imobilidade do meu corpo. O cabelo não balança, o diafragma não se movimenta, o olho não pisca. Parece que a corda do relógio do mundo quebrou e ninguém sabe quando vão consertar.