3.2.10

Eu não sei pra quê criei um blog.
Não tenho o perfil de jornalista, não quero ficar aqui comentando sobre tudo o que acontece no mundo, emitindo opiniões. O que me toca mesmo é a vida, minha vida, onde aparentemente nada acontece. E se nada acontece o que tenho aqui pra falar?

26.1.10

Vortei!

...a pedidos! hehehehe
É blog, twitter, facebook, orkut...difícil dar conta de tudo. É a ânsia de estar no mundo, de ser no mundo que me faz dar um passo maior que a perna...e a realidade prova que a preguiça humana ainda supera esse desejo enoooorme de ser além mais que an ordinary person.
mas quando começo a escrever vejo que gosto, que me faz bem, então vou me lembrar dessa sensação toda vez que abrir o blog, antes de desistir de uma nova postagem.

See u soon!

2.11.09

Morro de medo

Gato escaldado tem medo de água fria.
Nunca essa frase me pareceu tão verdadeira quanto hoje. E me ponho a questionar ainda quantos banhos de água fria me darei até que aconteça um banho morno e gostoso de verdade.
Porque não bastam os banhos frios que outrora ganhei, ainda tenho que insistir em me molhar de vez em quando pra colocar os pés terrivelmente na realidade, na realidade crua e infeliz para a qual acho que fui predestinada.
Isso é forte, dramático e talvez um clichê. Mas de verdade estou triste por me dar conta mais uma vez do quanto jogo água fria na minha vida, só pra evitar que alguém o faça.
É aquela velha história "é melhor pensar no pior, pois se ele acontecer já vou estar preparada".
Dois altos! Não quero mais brincar de pessimismo não.
Quando foi que eu desaprendi a acreditar?
Quem começou a brincar assim comigo?
Estou cansada de me defender de quem ainda não me atacou, pelo simples fato de estar a postos afim de evitar qualquer sofrimento futuro.
Mas eu já estou sofrendo.
E as armaduras só estão me afastando ainda mais dos outros. Me tornam agressiva, dura, língua afiada, texto pronto e uma grande revelação parece escrita em minha testa: "morro de medo de deixar você se aproximar e me machucar como já aconteceu"; "morro de medo de você achar que sou uma boba, desinteressante e feia"; "morro de medo de me entregar e não ser amada de verdade".
Morro de medo.

23.10.09

Parece que agora as coisas estão voltando a fazer um pouco mais de sentido.
As plantas parecem estar mais vivas, o céu um pouco menos nublado, minha cabeça bem menos confusa.
Não há assombrações do passado atormentando meus pensamentos, nem grandes histórias perfeitas iludindo o meu futuro.
Não há muitos pensamentos agora. Só os momentos, vividos um de cada vez.
Sem atropelos, mas ainda com um tanto de ansiedade. Inconsciente, é verdade. Mas cada músculo tenso do meu corpo revela que ainda há um caminho a percorrer.
E no meio dessa história toda as coisas que fazem sentido me fazem pensar que há uma saída, que alguma chave ainda vai abrir as portas do quartinho sereno que eu tenho aqui dentro.

2.10.09

Sabe quando parece que o mundo para , como a tela de um filme congelado? E você não consegue saber se foi o relógio do mundo que quebrou ou se o mestre do tempo deixou de te incluir na programação? Nada acontece, o vento não sopra, o coração não bate, a música não toca, só uma coisa acontece: um pensamento martelando no fundo da consciência sobre como essa paralisia dura uma eternidade.

E esse momento cresce, o peito fica abafado, sensação de falta de ar. Um desânimo por vezes bate à porta. Não abro e ele recua. A tristeza também vem e finjo que não vejo. E é como se uma câmera girasse 360 graus em volta de mim captando cada imobilidade do meu corpo. O cabelo não balança, o diafragma não se movimenta, o olho não pisca. Parece que a corda do relógio do mundo quebrou e ninguém sabe quando vão consertar.

21.9.09

Demorei a voltar a escrever. É que mudo de medicação periodicamente. Um período leio, noutro vejo filmes. Em outro escrevo e noutros saio de casa. Não sei fazer tudo ao mesmo tempo, acho que porque preciso me sentir inteira naquilo que estou fazendo no momento. Bom é saber que tenho todas essas ferramentas para aquietar o coração e seguir em frente.

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Falando em aquietar o coração, hoje o meu acordou inquieto. Se perguntando porque o ego fazia ele se sentir espremido por diversas vezes e o que é que ele tinha feito pra merecer isso.

É melhor contar a histótia pra vocês entenderem...

Coração conheceu outro em uma festinha. O outro coração beijava bem que só, pensou o danado. Como hoje não se troca mais telefone no primeiro encontro, mas o nome no orkut, Coração registra na memória e se despede tranquilo, agradecido pela curtição e sem grandes expectativas.

Coração adiciona o outro e deixa recadinho. O outro demora um pouco a dar notícias, responde meio evasivo, típico de coração meio tímido, e convida para um reencontro. O convite não foi muito firme e o coração se sente desprestigiado (o coração ou o ego?). Coração diz que não se animou com aquele convite e o outro reformula. Sendo o outro agora mais direto e demonstrando mais interesse, Coração se anima, trocam telefone e marcam encontro.

Coração se arruma, sai e depois de quase desmarcar o encontro porque havia encontrado um outro coração, que atiçava sua vontade de beijar aquele miocárdio (coração volúvelllll...), Coração decide ir encontrar o outro e cumprir o compromisso.

Noite boa. Coração acelerado e ofegante, conversas reveladoras e carinho gostoso. O outro convida o Coração pra retornar no dia seguinte. Coração retorna e mais beijos, carinhos e revelações....o outro conta que ainda pensa num coração que havia mexido com ele e não fica inteiro com Coração...diz que gosta de estar com Coração, que gosta de conversar e quer continuar conhecendo Coração. Mas Coração sente medo e murcha e o Ego grita enlouquecido.

Coração pergunta ao Ego se não era ele que estava tranquilo há pouco tempo, sem criar expectativas e achando que só queria curtir, afinal, tem outros planos para o próximo ano. O Ego continua gritando e manda o Coração calar a boca por que ele tá fulo da vida. Coração cala a boca, porque em briga de Ego e Coração, não há de sair nada bom. Coração fica apertado e pensa: "quando o ego se acalmar eu dou um chega pra lá nele e ele vai ter que repensar essa arrogância. é de mais amor que eu preciso e não mais de tanta defesa."

*Coração é o meu coração...

5.7.09

Distração

Conheci hoje uma música de Zélia Duncan, que fala muito por mim e, acredito, por tantas outras pessoas que precisam aprender a se distrair para o tempo passar sem doer tanto.
Se distrair para retomar o brilho da vida e a capacidade de se surpreender com o cotidiano, ainda que isso pareça impossível.

Ouça, veja, cante e se distraia:

http://www.youtube.com/watch?v=5tiR7A-4_J4

Distração
Zélia Duncan
Composição: Christiaan Oyens e Zélia Duncan

Se você não se distrai, o amor não chega
A sua música não toca
O acaso vira espera e sufoca
A alegria vira ansiedade
E quebra o encanto doce
De te surpreender de verdade

Se você não se distrai, a estrela não cai
O elevador não chega
E as horas não passam
O dia não nasce, a lua não cresce
A paixão vira peste
O abraço, armadilha

Hoje eu vou brincar de ser criança
E nessa dança, quero encontrar você
Distraído, querido
Perdido em muitos sorrisos
Sem nenhuma razão de ser

Se você não se distrai,
Não descobre uma nova trilha
Não dá um passeio
Não ri de você mesmo
A vida fica mais dura
O tempo passa doendo
E qualquer trovão mete medo
Se você está sempre temendo
A fúria da tempestade

Hoje eu vou brincar de ser criança
E nessa dança, quero encontrar você
Distraído, querido
Perdido em muitos sorrisos
Sem nenhuma razão de ser
Olhando o céu, chutando lata
E assoviando Beatles na praça
Olhando o céu, chutando lata
Hoje eu quero encontrar você